 |
|
dornaveia
|
Terça-feira, Setembro 29, 2009:
Atenção, atenção! Não obstante todo esse sol e calor na cidade de Belo Horizonte, enfrento várias e contínuas turbulências. Nada que prejudique o voo alto deste que vos escreve. Ou que, no fim das contas, escreve para si. Não para se salvar, mas para se largar, se alargar. E para ver se se aprende algo no processo. Idas a médicos, erupções familiares. Cirurgia que se aproxima. Prêmio da loteria que não chega nunca. Continuando, faça chuva ou faça sol. Vontade de me perder por aí...
Johnny Schettino// 17:08
______________________
|
Quinta-feira, Setembro 24, 2009:
... e tudo o que eu mais desejo agora é estar numa banheira quente quente quente ficando séculos dentro dela (em meio a essa sinusite desgraçada que me derrubou)...
Johnny Schettino// 20:33
______________________
|
Sexta-feira, Setembro 18, 2009:
Não é nada agradável acordar de um sonho bom:a realidade se intromete, esvaziando o sentido da vida. Ainda mais de um sonho impróprio para menores. Daqueles. Onde tudo é quase perfeito. E confuso. Coisas que gostaríamos que acontecesse. E que nunca acontecerão. Por que é bom demais pra ser verdade? Não, porque há a distância. Porque o tempo corre em separado. Porque a vida é real e por aqui não há bruma. Há um sol quente fustigando minhas idéias. Depois de um sonho bom o dia parece uma ressaca e as coisas ficam desfocadas. Já cantava o Caetano:
Ah! bruta flor do querer
Ah! bruta flor, bruta flor
Johnny Schettino// 16:21
______________________
|
Sexta-feira, Setembro 11, 2009:
Já falei aqui do meu imenso amor pela... mata atlântica? Não? Pois bem: falo agora. Da imensa alegria de viver que me percorre quando vejo essas paisagens de me tirar o fôlego. De uma trilhazinha no Caraça à Serra de Petrópolis, cachoeiras e um verde eterno. Se não desmatarem tudo, claro. Posto que já desmataram quase tudo. Mas o pouco que resta é sublime. Imagina quão belo não devia ser o Brasil quando descoberto? Imagina o Rio de Janeiro alguns séculos atrás? Vivo dizendo que quero ser cremado e que meus órgãos sejam doados. Quando isso acontecer, gostaria de ter minhas cinzas jogadas dentro da mata-atlântica. Em um parque preservado, claro, pois de que adianta 40 anos depois eu estar debaixo de um edifício, ou pior, de um aterro sanitário? Muitos amam contemplar o mar, no seu eterno vai-e-vem. Também adoro, mas para mim nada se compara à beleza da mata atlântica e de suas explêndidas árvores. Mas por que tal momento "Tom Jobim", alguém pode me perguntar. Por causa do fotógrafo Araquém Alcântara. Taí alguém que consegue passar a beleza do lugar para o papel (ou à tela do computador, que seja). Estava olhando o livro fotográfico "Mata Atlântica" dele. Pena que é tão caro. Ilha Grande, parque da Tijuca, quem dera passar uma semana em um lugar destes. Fotografando, roubando momentos, sentindo a vida que não temos.
fotos do Araquém Alcântara, claro.
Johnny Schettino// 20:55
______________________
|
Segunda-feira, Setembro 07, 2009:
Me vem um desânimo, mesmo o Galo tendo ganhado, mesmo eu tendo folgado no fim-de-semana, não sei por quê, é como se fossem ondas e mais ondas batendo nessa cabeça cansada, nessa cabeça oca cansada, nesse corpo cansado e essa eterna vontade de dormir, um torpor sem graça, um anti-tesão, uma coisa frígida e assexuada, vontade de não-ter vontade (não o querer morrer, por favor), vontade de deitar e escutar o barulho das ondas sem fim. Inércia eterna: um corpo parado se mantém parado. É isso. Só o barulho das ondas e esse sono sem fim, essa ausência de mim, esse fim, outro fim, esse enfim.
(sempre lembrando que minhas fotos se encontram AQUI).
Johnny Schettino// 20:50
______________________
|
|
|