dornaveia
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Sexta-feira, Maio 30, 2008:
SENTO LA STANCHEZZA E L'IMMENSITÀ
SENTO CHE IL POETA
FRA POCO SI SVANIRÀ
CON I DOLCI SOGNI
CHE INCIAMPANO
NELL' INFINITO
Johnny Schettino// 23:28
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Quinta-feira, Maio 29, 2008:
I- DOS DOCES, DAS BEBIDAS E DE MIM
* Quando bebo e começo a ficar mais sociável me creio um ser humano melhor. E as outras pessoas também me são mais agradáveis. Pode ser engano. Como tudo pode sê-lo.
* Já sem doces, me sinto menos culpado e, simultaneamente, mais infeliz. As frutas até são boas e tenho prazer em comê-las, mas ainda não foram inventadas coisas tão gostosas quanto milk-shakes, petit gatêau, doce de leite ou goiabada com queijo. E, obviamente, um bom chocolate. E tenho dito!
* Imagine se ao invés de engordar e fazer mal, os açúcares fossem como frutas, por exemplo? Imagine um milk shake de chocolate (o do Eddie's Burger, de preferência) que emagreça? E sem ser diet ou light! Seria minha dieta!
* Cada bebida tem sua hora: uísque no sol escaldante ou cerveja no frio não são muito indicados, non è vero? E o bom do espumante é que pode-se tomá-los com doces e até no café da manhã! Por mim, dry martine antes do uísque. E cerveja só na praia ou num calor de subúrbio. Ou num buteco que não tenha outras qualidades de álcool.E detesto rum e similares. De resto, de tequila à saquê.
* Sempre penso que se tivesse de escolher entre parar de comer doces ou de beber, pararia de beber. Até porque existem outros substitutos no hall dos "venenos anti-monotonia", citando Cazuza. Mas ser-me-ia muito doloroso. Porque bebida é líquida. Porque se bebe. Porque é legalizada e sabendo-se beber (não dirigindo, não ficando literalmente "um porre", evitando confusões, etc), faz bem à alma. Não diria à alma, espiritualmente falando. Diria à alma psicanaliticamente falando. sacou? Saquê!
Johnny Schettino// 17:44
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Terça-feira, Maio 27, 2008:
É o dinheiro que não chega, é a viagem que se aproxima... E vamos valsando a vida. Errando o passo, fazendo mágica.
E há as mulheres, graças ao bom Deus. E há o Dalton Trevisan, um dos meus mestres, pra me dar inspiração. Pra qualquer precipício:
-Orra, nem te conto. Três anos de fúria e loucura: droga, sexo, bebida.
- ...
Perdi mulher, casa, emprego, amigo. Sei lá como não morri.
- ...
- Mas não me arrependo. Bem me diverti quando estava doidão.
Morte no Bar
"Ele quando bebia era violento.
Não parava no serviço.
Não pagava as contas.
Nem o aluguel. Só mudava a família
de um lado para o outro.
Gastou o dinheiro da herança da mulher.
A qual fugiu para a casa da mãe.
Só voltava com ele se acertasse as dívidas.
A sua morte no bar foi um alívio. "
Johnny Schettino// 16:47
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Sexta-feira, Maio 23, 2008:
Sim, sei bem que poderia conquistar o mundo essa noite, mas é que tá frio lá fora. Então jogo paciência e derroto o rei. E a casa exala solidão, um vazio se aproxima e me empurra até o fechar de meus olhos. E mergulho nas canções. No caso, a trilha sonora do super-romântico "Um Beijo Roubado", do Wong Kar Wai. Filme romântico e urbano, como eu. A noite hoje tem lua, então faço versos como quem devora estrelas. Penso em você e você pode ser quem eu quiser. Aí não quero mais e sorrio derrotado. Um filme, agora? Um metrô vazio e imaginário passa perto de mim. A solidão vence, a casa está vazia e o vento que me sopra se chama tristeza. A cidade pulsa e apago a luz. Um filme, agora.
Johnny Schettino// 23:31
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Quarta-feira, Maio 21, 2008:
Essa notícia realmente achei interessante: "Após passar duas semanas desaparecido, papagaio consegue voltar para casa após repetir, insistentemente, seu nome e o endereço de seu dono em Nagareyama, no Japão". Tava no UOL. Acho milhares de coisas interessantes mundo afora. Da alta mundial dos alimentos ao disco do Portishead. Só minha vida que anda sem graça de dar dó. Nenhuma grande paixão, nenhuma história engraçada, nem menos consigo juntar dinheiro pra viajar (quiçá pra não passar muito no vermelho). Aliás, abrindo outro parêntese sem abri-lo de fato, acho que o nosso quiçá vem do italiano chi sa (quem sabe). Ma chi lo sa? Continuo coçando, todo vermelho, pele irritada. Queria era ter uma banheira, sonho antigo. Só que agora queria junto uma gueixa japonesa pra me abanar, coçar e... bem, mergulhar comigo den' d'água... Achei um post antigo falando de meu amor pelas banheiras. Publicado aqui em maio de 2004 (êeee blog que tá envelhecendo...). Aí vai:
Queria ter uma banheira. Principalmente no inverno. Acho que depois da cama, é onde me sinto mais à vontade. Certo estava Vinícius de Moraes quando dizia que a banheira era " uma volta ao útero materno". E ele passava horas dentro da banheira, bebia dentro da banheira, escrevia dentro da banheira. O poetinha sabia realmente viver. Pois nada mais relaxante que uma banheira à sós, nada mais excitante que uma banheira à dois. Champagne e banheira... hum... um motel na própria casa. Quando fui à Paris, em 96, fiquei com um colega num quarto em reforma de uma pensão . O quarto era uma bosta, tinha umas baratinhas, mas... a banheira tornava a coisa bacana. Os outros quartos não tinham chuveiro ou banheira. Havia no segundo ou terceiro andar, um local público com chuveiros. Nada melhor do que depois de entupir-se de museus e passeios turísticos, uma banheirinha pra recobrar as energias. O ideal sedentário de vida é o seguinte: acordar lá pelas 9 e meia e rolar na cama e (...) até o meio dia. O café da manhã na cama, claro. Um rápido almoço e voltar pra cama, ler um livro, ver um filme e (...). Pelas 4 e meia, preparar a banheira e ficar lá, bebericando, preparando pruma possível saída noturna. Lá pelas 9 da noite, já bêbado e enrrugado como um Shar-pei, dar uma ronda noturna. Ou desistir de tudo, voltar pra cama e (...). Claro que isso não deveria ser todo dia, senão iríamos engordar tanto que a banheira teria de ser uma big size.
Nada melhor: uma banheira e uma boa companhia. Aqui, no filme belíssimo e perturbador "Os Sonhadores", do Bertolucci.
Johnny Schettino// 13:55
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Segunda-feira, Maio 19, 2008:
Todo coçando: carrapatinhos tinhosos! Fui no domingo pra chácara da família. Os meninos quiseram ir, eu quis fotografar. Há tempos que não fotografava. Me embrenhei no mato. Logo, carrapatinhos me invadiram. E são minúsculos. Quando acho que tirei todos, aparece mais um. No mais, continuo adorando ensinar italiano. No mais, faltam viagens e rock'n'rol. No mais, sonho, que sonhar é de graça.
Johnny Schettino// 20:26
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Sexta-feira, Maio 16, 2008:
Então é mais uma sexta. E penso na alegria que é tudo isso. Mesmo que amanhã eu trabalhe o dia todo. Porque sexta... é sexta!
Johnny Schettino// 19:14
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Segunda-feira, Maio 12, 2008:
Foi numa dessas decisões intempestivas que ontem combinei comigo: chega de doces. Até agosto. Não mais bombons, quindins, tortas, bolos, chocolates, sorvetes e tais. Continuo com o hall's preto e o refrigerante, que ninguém é de ferro. No mais, frutas. Alguma atitude radical é necessária para conter minha pança e essa bochecha inchada que me faz desgosto a cada fotografia tirada. E vou voltar aos exercícios físicos. Mas atentem que em relação aos exercícios não é uma promessa...
Johnny Schettino// 12:07
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Domingo, Maio 11, 2008:
Sempre esqueceu das coisas. Agora está pior? Não creio. Continua vendo novelas e jogando jogos no computador. Só pára ao caminhar ou ir ao Pilatis. E grava as novelas que perde. As reprises das reprises. Reclama da ausência do filho único. Quando em quando. Às vezes vai ao cinema. Quando em nunca. Quando a levo. Reclama do meu pai, da família. Mas sempre foi assim. Família... E as irmãs, que tanto briga e tanto não fica sem? E a viagem à Europa, sem computador, sem Globo, sem novelas? Apreensiva. Faz os florais? Não, esquece de fazê-los. Por que não faz um pra ela, pra memória? Se esquece. Na luta por uma evolução espiritual. Já frequentou tudo na busca da resposta: de seitas apocalípticas à seich-no-ie. Uma mulher de fé. Ou seria de fés? Encontrou várias respostas e vai se virando com elas. Esquecendo algumas, aprendendo outras tantas. Procurando. A melhor mãe do mundo, em minha suspeita opinião. Maior amor não há. Há de se entender esse amor incondicional. E pouco falado. Porque sabido. Coisas de outras vidas. Coisas de mãe e filho. Que você não leia esse blog e parabéns pelo seu dia, mãe!
Uma pequena homenagem em um texto velho e já postado aqui anteriormente. Pra minha querida mamãezinha:
Por que era noite e me deu uma repentina agonia e então gritei: mãe, minha mãe, mamãe, becos escuros em minha cabeça, velai por mim, Nossa Senhora, Maria minhamãe, minha dor meu conforto meu útero perdido é noite para te chamar mas nunca é tarde para mãe, ser mãe é outra vida dentro de uma vida, curta existência para ficar contigo perigo castigo, a vida passa e choras por mim mais do que choro por ti, mas é costume de mãe deixar que seus cabelos fiquem mais brancos a esperar aflita por seu filho inconsequente e que a ama demais e me lembro agora que Gal cantou a música que Caetano fez para Dona Canô, mãe dele: "Eu canto, grito, corro, rio e nunca chego a ti" e é assim que os filhos nunca chegam a alcançar as mães porque ser mãe é diferente de ser pai, mãe perdoa o filho seja ele bandido, marginal, drogado, bicha, travesti, puta, são as lágrimas que escorrem no rosto de uma mãe que limpam o mundo em perdão e esperança e eu estou com febre e minha mãe me põe na cama e cuida de mim e eu ardo e minha pele se encharca de suores estranhos e delírios e clamo por ela que aparece em minha vó minha mulher minhas filhas que talvez nunca venham a nascer para ver um mundo triste que arde em um céu azul e uma hemorragia de raios solares... Há mulheres desnaturadas que só porque deram a vida acham que são mães estórias terríveis que nem ouso lembrar aqui, já que ser mãe é muito mais que dar a luz, é espírito de luz que acompanha o filho pelas tortuosas e sombrias estradas que ele por acaso ou destino escolheu e até hoje minha mãe me chama: menino, eu com 30 e tantos anos, menino me nina minha mãe pois o Drummond escreveu que para as mães o filho é sempre pequeno como um grão de milho e vai-se lá discutir com o Drummond, poeta das mais belas palavras e menino eterno diante de sua mãe e meu caminho é diferente de seu caminho, minha mãe, e tento ser um bom filho e seguir seus conselhos quase sempre certos mas geralmente sigo os meus quase sempre errados, mas que é um belo caminho também, e eu penso que um dia você não ficará mais comigo e então meus olhos marejam e eu penso em outra coisa entre dois copos de uísque que você não tolera e tento esquecer que a morte existe mesmo sabendo que as mães são imortais e são os anjos mais lindos da eternidade e então por fim a madrugada morre mais uma vez e o céu escuro torna-se azul e vou para casa dormir agradecendo sua presença etérea, dissipam-se meus medos, passo por seu quarto e tudo está bem entrando debaixo do cobertor quente esperando novos sonhos e depois, o teu almoço e ponto final: .
Johnny Schettino// 10:35
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Quinta-feira, Maio 08, 2008:
Luana Piovani, que foi à estréia da peça “Doce Deleite”, nessa quarta-feira, no Rio, fez questão de dizer em alto e bom som estar “solteiríssima”. E ainda completou: “Um perigo!”. Isso é do site da Joyce Pascowitch. Mas acabei de ligar pra traquilizar minha mulher. A Luana tá no Rio. E eu em BH.
Johnny Schettino// 18:02
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Um descuido imbecil e pronto: perder-se-ão 280 reais (e viva a mesóclise vetusta!). É só porque minha situação financeira anda muito boa...
Johnny Schettino// 17:58
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Terça-feira, Maio 06, 2008:
Porque sou uma mistura de cansaço e vontades, porque os olhos estão longe, mas o apetite fareja próximo, porque tenho mil sonhos a serem alcançados e outros tantos a serem despertos e enquanto rodopio na valsa da vida eu quero é champagne, dignidade e gargalhadas. Porque quero sair vida afora e quero deitar na minha cama (ou em outras, com tantas damas), porque eu choro tristezas contando piadas, porque espero o próximo momento e que o próximo não seja o grande momento, mas apenas um momento feliz. Porque sou tantos outros que nem sei de mim. Porque é assim. Porque te quero. Fim.
Johnny Schettino// 21:21
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Segunda-feira, Maio 05, 2008:
Então fui ver o mais novo filme do Woody Allen na praça, o Sonho de Cassandra. Claro, traz muitas de suas obsessões já exploradas em outros filmes seus. Porque o diretor novaiorquino tem várias temáticas e em cada película aparecem várias delas. Nesse, a saber, tem a questão se Deus existe ou não (sombra de Dostoiévski, principalmente em Crime e castigo e Os Irmãos karamazov), a dúvida do que é o acaso é o que é o destino, o assassinato e a consciência (ou não). Temas já vistos em Crimes e Pecados e, mais recentemente, Match Point. Só que desta vez, Woody Allen é mais sóbrio. Sombrio. Não há espaço para risos. Há tensão. E, óbvio, mais um grande filme (safra londrina, como Match Point e Scoop).
Johnny Schettino// 21:57
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Domingo, Maio 04, 2008:
Plantão. Cansaço. Fome. E a semana promete muito trabalho e horas-extras. Como ainda não ganhei na megasena... Andiamo a lavorare!
Johnny Schettino// 21:57
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